RADIOJORNALISMO



A fake news como ferramenta lucrativa
Após a corrida presidencial dos Estados Unidos em 2016, a prática de produzir falsas informações passou a ter espaço no mercado ilegal

As falsas informações são altamente perigosas, pois são produzidas com intenções. Provocar indignação, indecisão e outros sentimentos ligados a incerteza é o principal objetivo dessa prática ilegal que acaba ocupando um grande espaço nas mídias sociais. Em momentos de desconfiança sobre algo que deveria ser informativo, senso crítico é o melhor aliado e já que existem empresas especializadas em produzir esse tipo de conteúdo, cabe ao internauta entender os perigos, consequências e precauções contra as fake news.
Em uma entrevista feita pela Globo News e divulgada pela Agência Lupa, especializada em checagem de fatos, a história do jovem de 19 anos que pediu para ser identificado como Christian, revela a facilidade com que as falsas informações são produzidas e divulgadas. Diretamente da Macedônia, de acordo com o documentarista André Fran, Christian – sozinho – embolsava uma média de 20 mil euros por mês durante a campanha eleitoral dos Estados Unidos.



O laboratório de cibersegurança da PSafe — aponta que, puxados pelas regiões Sudeste e Nordeste, os casos de fake news detectados pela empresa em 2020, no Brasil, aumentaram em 51,7% neste segundo trimestre em relação ao primeiro. São 4,4 milhões de casos de informações falsas sendo compartilhadas. Esse aumento preocupante está ligado ao imediatismo daqueles que utilizam as redes sociais, onde muitas vezes os usuários compartilham uma informação apenas pelo seu título e esquecem da tão importante checagem.
Para escutar o áudio da reportagem, basta reproduzir o vídeo abaixo.
A produção de fake news não pode e não deve ser considerada uma forma de empreendedorismo
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Não saber reconhecer uma informação falsa é o grande problema nas redes
O estudo “Iceberg digital”, desenvolvido pela Kaspersky, empresa global de cibersegurança, aponta que 62% dos brasileiros não conseguem reconhecer uma fake news e desse resultado, apenas 2% nunca ouviram falar do termo. É um resultado preocupante visto que a mídia informativa do país teve como foco o combate a desinformação, durante as últimas eleições presidenciais, e atualmente existem diversos meios verificados de checagem de informação. O mercado da falsa informação necessita, antes de tudo, das divulgações dos internautas, que são também os que decidem a relevância do que consomem.

Essa matéria foi escrita por Isabela Maria, durante a disciplina de radiojornalismo, ministrada pelo professor Marcos Araújo.