EDITORIAL



Eleições Municipais 2020: é preciso manter o equilíbrio
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Chegamos no último ano da década de 2010. Vimos, na década presente, a Era da Tecnologia da Informação atingir o seu ápice. O ser humano foi capaz de construir uma máquina – ainda no século XX – e reinventá-la, tornando-a extensão do seu corpo, o celular.
Além de repensar e atribuir novas funções para o aparelho telefônico, a década de 2010 foi alterada pelo o desenvolvimento de aplicativos de relacionamentos, mobilidade, saúde, entretenimento e afins.
Ademais, foi palco para que a tecnologia pudesse se tornar uma ferramenta que pudesse mudar o modo como a sociedade pensa, age e mobiliza-se. Todavia, em muitos momentos, foi questionada sobre o seu poder de manipulação. Então, o questionamento que desejo fazer a você, leitor, é: até que ponto a Tecnologia da Informação pode manipular e, por conseguinte, desinformar um indivíduo/grupo social?
Para que fique bem claro: a omissão, mentira ou distorção dos fatos dentro da mídia não começou com a internet. No momento presente, a inovação faz-se em relação a velocidade da difusão da desinformação, ou seja, a “viralização”. Nesse caso, estamos falando de um fenômeno: a fake news.



Vale lembrar que o termo “fake news” surgiu na corrida presidencial de 2016, quando o então candidato, Donald Trump, utilizou a desinformação como estratégia de campanha. Houve, assim, um “furacão” de informações falsas pairou sobre o eleitorado, o que o ajudou a ganhar as eleições. Esses conteúdos foram veiculados e compartilhados em diversas redes sociais – WhatsApp, Facebook, Twitter –. Assim como ocorreu com a terra do Tio Sam, o furacão repetiu-se também aqui, nas eleições presidenciais de 2018.
Assim como em 2016, Nos Estados Unidos e 2018, no Brasil, questiono-me e questiono-te, leitor: o mesmo se repetirá em 2020 nas eleições municipais? Precisamos debater sobre isso agora, com urgência. O fenômeno da desinformação auxiliou na divisão no Brasil. É mais do que necessário que possamos discutir de quais formas podemos combatê-la, para que não atinja as eleições na RMR e nas outras cidades brasileiras.
Apesar do passado político recente, sinto-me esperançoso. Desde que o mundo é mundo, a sociedade vive numa eterna “corda bamba”, onde o mais importante é manter o equilíbrio e o otimismo.
Vale lembrar que o termo “fake news” surgiu na corrida presidencial de 2016, quando o então candidato, Donald Trump, utilizou a desinformação como estratégia de campanha.
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Essa matéria foi escrita por Raianne Romão, durante a disciplina de Redação Jornalística II - Noticiário Opinático, ministrada pela professora Nataly de Queiroz Lima.